Os sistemas de defesa estão passando por uma mudança estrutural. Software, autonomia e IA agora estão incorporados em vigilância, planejamento de missão, comunicações e comando e controle. Esses sistemas não apenas apoiam mais as decisões, eles as tomam.
2/ À medida que a responsabilidade operacional passa para o software, o padrão para a confiança muda. Só o desempenho já não é suficiente. Os sistemas de missão devem ser capazes de demonstrar correção, integridade e conformidade, tudo em velocidade de máquina e sob condições adversárias
3/ Modelos tradicionais de garantia não escalam para essa realidade. Os testes pré-implantação assumem comportamento estático. A revisão pós-missão pressupõe tempo para investigar. Nenhum dos dois funciona quando decisões impulsionadas por IA se propagam instantaneamente por sistemas ativos.
4/ É aqui que a verificação criptográfica se torna essencial. Em vez de assumir que um modelo de IA se comportou corretamente, os sistemas podem gerar provas matemáticas de que os cálculos foram executados com entradas autorizadas, seguiram lógica aprovada e respeitaram as restrições operacionais.
5/ Para defesa, isso não é um recurso de conformidade — é um requisito do sistema. Suporte à aviônica, fusão de sensores, análises C4ISR, reconhecimento autônomo e planejamento de missões exigem resultados que possam ser verificados, não apenas confiáveis.
6/ A verificação também muda a dinâmica da coalizão. Provas criptográficas permitem que parceiros validem resultados sem compartilhar telemetria bruta, pesos de modelos ou dados classificados — possibilitando interoperabilidade sem comprometer a soberania.
7/ Igualmente importante é a integridade do ciclo de vida. Desde o desenvolvimento até a implantação e revisão pós-ação, as provas criam um registro à prova de adulteração de como os sistemas se comportaram — apoiando certificação, auditoriabilidade e conformidade com as regras de engajamento.
8/ A autonomia está se tornando inevitável na defesa moderna. A verdadeira questão é se essa autonomia pode continuar sendo responsável sob pressão. A futura pilha de defesa será definida não apenas pelo que os sistemas podem fazer, mas pelo que eles podem provar que fizeram.
19